
Domingo, Dezembro 31, 2006
The last of the year...
"Maryjane" (Cau-12/10/06)
Escutei a nossa canção,
porque não quero te esquecer...
Aceitei a distância entre nós
Mas jamais vou apagar
o que vivi junto a você...
Certa vez se disse assim:
"-Há distância no amor, mas não fronteiras na dor"
O poeta não morreu,
Caminha entre nós...
Ele ainda está aqui...
Às vezes não, às vezes só...
Ele é você, ele sou eu.
- Ao som de Sky starts falling / The Doves -
::Por Cau
- 3:09 AM Comente aqui:
Terça-feira, Novembro 14, 2006
"Poltergeist" (Cau - 09/10/2004)
Eu não tive cuidado com os pensamentos enrustidos nas entrelinhas dos desejos silenciosos guardados em mente de forma involuntária. Assim, pouco a pouco, tudo a seu tempo, tudo a seu inesperado e inimaginável tempo foi se materializando lentamente diante minhas castanholas. Se fez então o vazio e deu-se lugar para o novo, para as mudanças. Há um vasto terreno fértil, mas não sei se há sementes suficientes para nele serem cultivadas. Não sei se é insegurança ou se realmente existam poucas sementes á mão. Eu não tive cuidado, o cuidado de me programar, de traçar os objetivos a serem trilhados caso isso de "mudanças" viesse a ocorrer. A maravilha nisso tudo é que vazio vago em meio a tal colheita, esta, um efeito colateral.
- Ao som de Song for the Lovers / Richard Ashcroft -
::Por Cau
- 2:30 AM Comente aqui:
Terça-feira, Setembro 26, 2006
"Verdade à tona" (Cau - 20/09/06)
Certa vez, aquela nova vizinha, a mina dos meus olhos castanhos, e as garotas da rua 10 caminhavam pela minha calçada com suas bonecas nos braços, quando, não sei porque e vai lá das tantas, provoquei uma delas em tom desafiador. Então a Júlia, a nova vizinha, resolveu me atirar uma pedra. Fiquei feliz por finalmente conseguir chamar sua atenção, mas também preocupado com aquela chuva de pedras. Sim, agora, aquele grupo de cinco garotas aparentemente inofensivas, cada uma delas tinha se mobilizado a me apedrejar.
Sem muito tempo pra pensar, recorri a um escudo de plástico para me proteger. Mas de repente a tempestade aumentou de intensidade. Júlia achou graça quando me viu com aquele escudo, e como aquele sorriso me contagiou, pois eu imaginava ingenuamente que a moça se impressionara com a minha bravura. Foi quando ela me alertou; "- Quero ver se teu escudo é forte mesmo!".
Apreensivo, aguardei tempo suficiente para que Júlia, a mina de meus olhos, arremessasse em minha direção, aquele artefato sólido que media cerca de trinta centímetros de diâmetro. Ela não era lá muito forte, na verdade era magricela, bem nos moldes que meus olhos castanhos faziam gosto em admirar. Porém, tal beleza não pôde aliviar a dor que eu senti, quando aquele pedregulho me atingira.
E assim, eu que sempre emanava e enxergava um enxame de corações apaixonados por Júlia, após seu ataque, me senti num céu repleto de estrelas e emanava agora, dor.
Acontecera então, que uma das garotas descobrira ali que de algum modo se importava comigo, correndo até mim, me tomando em seus braços e me pedindo perdão.
Eu não sabia mesmo em qual verdade acreditar. Daquelas cinco raparigas mais conhecidas por Ana, Paula, Edilene, Kátia e a bela, agora não tão meiga, Júlia, duas caçoavam impiedosamente, uma perdera a voz, perplexa, com as duas mãos tapando a boca, a Júlia esbravejava sua frase de "Bem feito!" e por fim, Edilene, moça não tão magra, com lágrimas nos olhos, me acariciava os cabelos também castanhos, e beijava me na face direita.
- Ao som de Medo da chuva / Rauls Seixas -
::Por Cau
- 5:29 AM Comente aqui:
Domingo, Setembro 10, 2006
"Holocausto" (Cau - Dezembro/05)
Eu andei mentindo e escondido através de alguns ícones, que de tão sugestivos e tão perfeitos, me tornaram imperfeito perante os ímpios.
Interpretam, compreendem o que foi pra mim um mistério.
Eu materializei aquilo tudo de ilusão e aprendi a ser real.
Assim é como alegam ser este que hoje eu sou, isto o que me tornei.
Julgam num instante o que requer tempo para se confirmar, o que só o tempo pode afirmar.
- Ao som de Cave / Muse -
::Por Cau
- 9:47 PM Comente aqui:
Quarta-feira, Julho 26, 2006
"A corda de lençol" (Cau - 07/03/2006)
Corro pras montanhas, fujo das amebas e me esquivo do olhar que quer me condenar. O meu calabouço deixo no passado com a vida insana em minha mente cultivado. Vou contar estrelas de onde o céu não é quadrado e respirar o ar que há de onde vejo borboletas.
Adeus, adeus calabouço...
Minha corda de lençol...
Vou deixar os medos, conhecer o novo e encontrar aquela que não achei no calabouço. Dormindo eu estive em meio a pesadelos. A cor do acordo a corda, hoje sonho acordado...
Minha corda de lençol.
- Ao som de Say it ain't so / Weezer -
::Por Cau
- 1:24 AM Comente aqui:
Terça-feira, Junho 13, 2006
"Parte de um todo" (Cau - Janeiro/2005)
E de tanto tropeçar "resolvesteengatinhar" assim como os babies o fazem, e sentira então uma terrível sensação de andar pra baixo, por baixo e de ser menor que os demais de mesma geração. De tanto cuspir para cima resolveste não mais salivar como as nascentes de água potável fazem quando se arriscam a deixar de existir brotando da Terra diante a cobiça, e sentira assim a desesperadora sensação de secura, de desidratação de sua boca, sua garganta e da vida.
Todo ser humano que supera a frustração de viver sempre distante de sentir coisas boas, devia ir para o céu sem ter que passar pelo purgatório desde que não tivesse em toda a sua vida feito qualquer maldade ao próximo, aos seus semelhantes, aos animais irracionais e, claro, à natureza.
Pois de tanto falar resolveste agir, plantou pra colher, lembrou pra esquecer e morreu pra viver.
Sentira enfim o sentido da palavra amadurecer.
- Ao som de Pois é / Los Hermanos -
::Por Cau
- 2:31 AM Comente aqui:
Sábado, Abril 01, 2006
"Interior Mineiro" (Cau - 2005)
Havia três formas de tal frase ser dita. Três formas de o impacto ser pré-sentido. Três formas de tais palavras serem escutadas. Três formas de seu sentido ser interpretado. Três formas de ter que seguir após tudo acabado.Três formas de planejar um amanhã após escutá-la.
Havia três elementos contracenando simultâneamente naquele triângulo mineiro. O primeiro, uma rapariga de modos contemporâneos natural do Rio de Janeiro que estava dividida em três, três interessantes possibilidades a si apenas. O segundo, ela, a Jóia em disputa se negando a consumar aquele triângulo. Por fim o terceiro, este era eu, com o coração partido em bem mais que três pedaços, com minha péssima vocação a vidente, segurando um trevo de quatro folhas numa das mãos, pisando num tapete de ovos crus com meu pensamento par.
E de todo este causo ainda surgiria apenas um final feliz.
- Ao som de Angel on my bike / The Wallflowers -
::Por Cau
- 1:54 AM Comente aqui:
Sexta-feira, Março 10, 2006
"Vento" ( Cau - Novembro/05 )
Sabe quando o vento assovia e só você se sente só e o único a não querer ouvi-lo te lembrar da condição em que você se encontra? Dizem que a verdade dói e não vai ser assim que eu ei de sentir o gosto amargo do remédio que vai me curar deste amor.
Pois é, e sempre é tão fácil não ouvir aquilo que tu quer dizer estando eu cego que vê e sendo o que imagino eu ser.
E assim, às 7 da manhã não há brisa para subir os papagaios de empinar, desde pequeno sei que é assim, hoje adulto, é quando não ouço o vento assoviar.
- Ao som de Fingi na hora rir / Los Hermanos -
::Por Cau
- 1:32 AM Comente aqui:
Segunda-feira, Janeiro 09, 2006
"Voltas" ( Cau - 08/01/06 )
De todas as vezes em que eu me apeguei eu prosperei. Claro que dos males o menor, porém valera a pena viver toda aquela complexidade a qual me mantinha na linha reta em que eu estava mesmo com você a meu lado.
Mas a situação se inverteu, perdi muito mais tempo me dedicando à teorias sobre de que maneira não cair nas garras do Leão e acabei me esquecendo de não caminhar por traçados sinuosos que sereias proporcionam aos que se encontram fracos e comprimidos por efeitos colaterais. Até que um disparo na escuridão acendera uma luz em nossas vidas e uma vez que diante os olhos um labirinto de frustrações viera à tona, eu e você nos vimos à milhas de distância um do outro, porém com um único fino e frágil fio de esperança milagrosamente ligando nossos corações.
De todas as vezes em que eu me apeguei e prosperei, esta, que me tomara os dois últimos anos, fora de toda a mais imprudente, a mais arriscada delas.
Nos resta então, voltar a beber nosso 18 anos diante o mar caiçara que faz nos banhar o dedo do pé.
- Ao som de Você ainda pode sonhar / Raul Seixas -
::Por Cau
- 2:44 AM Comente aqui:
Domingo, Novembro 27, 2005
Uma música que cae muito bem como um têxto não?!
"Lapso" (Cau)
Eu que nunca tive medo de ficar sozinho,
vivo num segundo o lapso profundo
onde em pele sinto que a falta sua
faz me neste mundo ser tão infeliz...
Não sou de fazer discurso relatando
o conteúdo diante o lapso seguido
de imagens suas que me fazem mudo
alguém que nada diz...
Quis viver bem mais que um segundo
em mundo imundo sujo sólido profundo,
dostoievski não fora único
após tal sentença de viver assim...
nem ninguém
nem você
vai me fazer ficar aqui
Num lapso existencial...
Gosto de sentir o gosto
de não sentir gosto de tudo o que gosto
quando sinto o gosto deste lapso
que vai e volta a mim...
Segundo o que sinto, em segundos
se desvia tudo o que sinto em peito
sendo oposto à tal etnia
adotada por mim...
Petersburgo sei que nunca fora por aqui,
que meu amor por ti nunca vai ter um fim,
se o lapso profundo vai e volta a mim
a esta história então aqui coloco um fim...
nem ninguém
nem você
vai me fazer ficar aqui
Num lapso existencial...
12/08/2005
- Ao som de Igloó / Lava -
::Por Cau
- 4:08 AM Comente aqui:
Domingo, Novembro 06, 2005
"CONTÁGIO" (CAU)
Eu costumo não ser eu quando tento ser
alguém que quase sempre me magoa com
o seu jeito de ser.
A gente estava indo bem até aquele dia,
o dia em que pediste que eu me colocaste
em seu lugar, que eu tentasse encarar a vida
como você faz encarar.
Mas ficou claro pra mim e pra quem quisesse ver,
que você não estava bem, que o remédio certo
para aquele problema tinha mesmo de ser aquele amargo,
não o mel que eu lhe dera.
A cada vez que conversamos sobre o seu,
o meu, o nosso estado, meu maço de cigarros é renovado.
E é triste por demais perceber que você não quer se ajudar,
e que não quer se importar comigo e com os meus problemas.
Sim, os problemas como estes que eu adiquiri após tentar
medicar você com sua incurável doença.
É difícil e triste, mas tenho que adimitir que eu até que estava
bem até aquele dia, o dia em que abdiquei do meu eu
para ser você, tudo porque hoje eu me vejo perdido
e sem identidade, herança de tudo o que passei quando
tentei ser você que nunca me fez bem algum com o seus
modos. Mas é tarde demais, sim, tarde demais.
Alguém aí quer um gole?
27/09/05
- Ao som de Crystal ship / The Doors -
::Por Cau
- 4:01 AM Comente aqui:
Sexta-feira, Setembro 09, 2005
Sério, não há na sociedade atração melhor de que o botão estourado da minha calça sarja preta no dia de hoje... "Nas coisas pequenas e simples da vida é onde se esconde a felicidade".
"Atitudes são palavras" ( Cau Junho / 05 )
Eu ainda sou o mesmo acreditem, acreditem em mim assim como eu tenho feito ao não acreditar que este momento venha a vigorar eternamente.
O corpo físico que não faz uso de sua boca, acaba se comunicando através de atitudes, de comportamentos. Esqueça-o, este não sou eu, minha consciência está ocupada com assuntos psicológicos, como perguntas que recentemente surgiram e das quais muitas ainda aguardam por respostas. Nesse meio tempo meu corpo é totalmente livre para fazer o que bem ele entende. Sem forças para domá-lo, entrego ele ao vento, nas mãos de Deus, com a sincera esperança de que eu consiga voltar sem que se faça ser tarde demais. Espero voltar e não ter perdido muita cousa e também pessoas queridas.
Eu ainda sou o mesmo como podem ver, só não estou com vocês físicamente, se é que vocês me entendem.
- Ao som de Time for heroes / The Libertines -
::Por Cau
- 1:53 AM Comente aqui:
Quinta-feira, Julho 28, 2005
"Conto canção" (Fevereiro/2005)
Nem todo canto pode ser contado, assim como nem todo conto pode ser cantado.
Ali nos arredores da praça Padre Anchieta um conto de impacto expressivo era praticado na mais pura verdade e na mais pura das inocências.
Mas agora, deixando a guilhermina para trás, pisava-se já em solo menos nobre, e um indivíduo pardo caminhava às pressas com outra de sexo oposto albina que lhe pregava um tal sermão rico em belas palavras, porém pobre de rimas, abordando a melhor e mais linda história do tipo jamais vista em quaisquer canção já executada até estes dias.
Fez das tripas coração, da noite avançada dia e da morte a vida, e mesmo assim não conseguiu cantar tal conto e muito menos contar tal canção.
- Ao som de All or none / Pearl Jam -
::Por Cau
- 4:27 AM Comente aqui:
Segunda-feira, Junho 20, 2005
"Pangéia" (Fevereiro/2005)
Não houve tempo pra ser dito, o ditado em si degrada o veredicto.
Não houve tempo mas princípio, e o legado enfim caminha ao precipício.
Do mesmo barco se vê alguém fugir da pangéia pra no fundo do mar morrer.
Não houve tempo pra se entender, os campos entre os vales nada mais valem.
Não houve tempo de se amar, e o sistema finaceiro tomou este lugar.
Do mesmo barco se vê alguém fugir da pangéia pra no fundo do mar morrer.
Amar em comvívio com isto difere tanto quanto fere àquilo que busco, àquilo que espero.
- Ao som de The booz song / Hidra -
::Por Cau
- 4:08 AM Comente aqui:
Sexta-feira, Maio 20, 2005
"Minha constelação"
Te fiz uma constelação de estrelas, te vi em forma de indagação.
Te dei um homem que sabe dizer não.
Neguei a água que mata a sede quando se tem sede e não cometi traição.
Te fiz uma constelação de estrelas, te vi em forma de minha solidão.
Plantei contigo o alimento do nosso amanhã, mas colho sozinho as razões do "eu não te esquecer".
Sou vivo que quer morrer para morto tentar viver.
Te fiz uma constelação de estrelas, te vi em forma de decepção.
Andei dormindo com você, que tentando me esquecer, ao andar comigo adormeceu.
( Dezembro de 2004 ) - Ao som de Helpless / Hidra -
::Por Cau
- 3:52 AM Comente aqui:
Segunda-feira, Abril 18, 2005
De volta após um longo período de hibernação....Ah! Feliz 2005 a todos.
Alicerce emocional
"Às vezes é assim mesmo, numa determinda situação pode ser que seja a sua vez de arregaçar as mangas e se lambuzar em stress. Claro que tudo tem o seu lado bom, claro que tem, mas a droga em tudo isso é que geralmente a dor proporcionada pela "a coisa ruím", o lado ruím quero dizer, acaba por ofuscar todo o grandioso ou não prazer oferecido pela "a coisa boa", o lado bom de uma estória ou história.
Eu caminho, caminho, com o vento tropical a meu favor, com o medo, sim, com medo e com documento. Às vezes queria acreditar que pra se viver bem é preciso crescer, evoluir, constituir uma família, ter filhos, ter lá um bom emprego, enfim, crer que só isso me bastasse. Bom, crescer, ter filhos, evoluir e tal, isso me soa bem, mas pensar que esse objetivo de vida seja o tudo pra se viver... Bah! É muito pouco, é redundante, sim, de pai pra filho. Quando eu sofro, e essa dor dói além de minha coragem, eu me questiono sobre o dia em que eu decidi levantar a saia das verdades.
Certa vez eu magoei uma rapariga que pensava como às vezes pensa "o eu" de hoje. Ela não via diferença entre as palavras "Homem" e "Animal". Sinto falta dela".
( 28 / 09 / 2004 ) - ....................................................... -
::Por Cau
- 2:24 AM Comente aqui:
Quarta-feira, Novembro 17, 2004
Já faz um tempo, mas consegui uma trégua aqui com o pc pra voltar ao cau_corduroy. Vou postar um têxto inspirado num livro onde me vi como me vejo quando me olho no espelho, muito bom. A idéia era transformá-lo em música, mas um outro manuscrito, inspirado no Tim Maia o boêmio, acabou se encaixando melhor nos acordes compostos, por isso este fica como têxto por enquanto. Um salve a todos até mais.
"Não foi desta vez"
Esqueça que tu tens os pés no chão, num campo de centeio
Numa poltrona você busca solução. E o final é assim mesmo, eu sei...Eu sei.
Há cousas escondidas por de trás do olhar de um jovem passifista. Um final sem fim, eu sei...Eu sei.
Naquela tarde, "Jane e eu não foi desta vez".
Foi tudo muito além da ficção no campo de centeio.
Naquela poltrona, no vestíbulo do hotel, eu pensei assim, eu pensei...Pensei.
Abominei a falsidade alheia, e eu cai, e não senti o baque do meu corpo lá no fundo.
Não posso fugir de mim mesmo.
Há cousas esquecidas como "Jane e eu não foi desta vez".
( 20 / 10 / 2004 ) - Ao som de Mesma razão / Bang Roll -
::Por Cau
- 12:59 AM Comente aqui:
Domingo, Outubro 03, 2004
"Sublime"
Aquele impasse que sempre se faz presente quando a vida te coloca em frias como desta, sempre te impede de pecar, mas também te mostra o quão perdido estás por ter sempre optado por se posicionar acima de um muro assim nem sempre seguro, às vezes sábio é vero, às vezes covarde é vero. Quem sabe o veredicto de cada situação onde você se postou ao lado oposto? Quem sabe enxergar as entrelinhas e nelas descobrir as sentenças, os resultados do plantio na vida de um floricultor já velho e cansado, que recentemente fez enxergar, porém ainda não entendera o porque de não levar sua vida sempre nas entrelinhas da mesma?
( Setembro 2004 )
- Ao som de A placed called home / P J Harvey -
::Por Cau
- 5:51 PM Comente aqui:
Domingo, Setembro 19, 2004
Atualizamos o blog da banda Bang Roll, quando possível visite-nos. Bom, ultimamente o silêncio têm me soado muito poético, e tenho refletido muito com ele. Por isso posto um espaço vazio sem conteúdo e sem trilha sonora para lembrar que refletir, reciclar-nos enfim, é importante e que eu às vezes faço esquecer. Abraço a todos.
"Vago"
- Ao som do silêncio -
::Por Cau
- 11:08 AM Comente aqui:
Domingo, Setembro 05, 2004
Este aqui é o blog da banda Bang Roll a qual faço parte, quem quiser conhecer será bem vindo. Bom feriado a todos.
"Ventou Forte"
Jesus Cristo me olha sempre, sempre que eu tateio os acontecimentos da vida em seu acontecer.
Eu bem poderia ser aquele senhor sentado no banquinho daquela praça a ler sua bíblia, completamente intocável pelos doidos varridos alcólatras embalados ao som de forró num bar de esquina. Indiferente àqueles dois casais de estatus duvidáveis um do outro. Compenetrado a ponto de não se incomodar com o desfile da equipe de futebol amador deste bairro que se fazia tão barulhenta aos meus ouvidos.
Há uns cem metros mais adiante, um drogado estúpido empinava sua motocicleta 500 cilindradas para impressionar uma vadia rodeada de "princesas".
Ventou forte depois que tirei minhas bifocais, e então não pude ver mais nada, com certeza eu não era aquele senhor, que se quer pôde notar um jovem magro cruzar a avenida principal deste bairro de cabeça baixa e o rosto cheio de pó até nos olhos.
Jesus Cristo sempre me olha, mas nem sempre eu olho pra ele.
( 29 / 08 / 2004 ) - Ao som de Andre Adoria / Legião Urbana -
::Por Cau
- 9:17 AM Comente aqui:
Domingo, Agosto 29, 2004
"Há 365 dias afrente" (Cau)
A mesma boa e velha cerveja escura à grande mesa mogno e os pensamentos materializados em traços como destes que você faz interpretar com seus olhos e sua mente.
O mesmo bom e velho apogeu que há 365 dias atrás confortava-lhe diante os obstáculos que suas próprias decisões lhe sujeitaram durante sua vida.
O mesmo bom e velho rock and roll, este não poderia faltar, como trilha deste fenômeno metafísico invisível aos demais olhares deste mundo fantasmagórico de pessoas estranhas e exóticas, como o desta que cá escreves.
A mesma boa e velha imagem estática que há 365 dias atrás fazia este mesmo silêncio capaz de ensurdecer este mesmo sensível coração. Há 365 dias atrás, há 365 dias atrás, pra não deixar quaisquer dúvida, há 365 dias atrás.
A mesma boa e velha atitude um tanto assim diferenciada quanto a do passado, hoje controlada pela experiência, pela voz da razão. Há 365 dias atrás.
(Junho/2004) - Ao som de Ouro de tolo / Raul Seixas -
::Por Cau
- 12:06 AM Comente aqui:
Domingo, Agosto 22, 2004
"Aconteceu nos anos 80" (Cau)
São seus olhos que vêem demais, se fora um beijo o fora em face e não na superfície mucosa daqueles lábios que vai lá das tantas eu levanto a bandeira do "Eu estive ali".
São teus ouvidos que escutam demais. A divisão na história do Joy resultara no conjunto de uma obra continuada que materializou-se na forma de canções tipo aquela que caíra tão bem como trilha sonora de tal estória insistentemente mencionada por teus olhos. Um par de olhos mentirosos diga-se de paisagem.
Dizem que o homem pisou na Lua. É o que dizem. Agora se você gosta de acreditar em tudo o que seus olhos vêem, muito prazer, sou eu de todo nada tolo e nada apaixonado por você.
( 10 / 08 / 04 ) - Ao som de In my tree / Pearl Jam -
::Por Cau
- 1:37 AM Comente aqui:
Domingo, Agosto 08, 2004
Frieza ou ingenuidade, isso de fração de segundos é mui relativo..."Isso prova que as heranças que colheram não são as heranças que plantaram..." (Tchaclack)
"Estações" (Cau)
És capaz de viver em uma fração de segundos um momento eterno, porém também és capaz de se esquecer de uma vida inteira na mesma fração.
Corresponda aos sentimentos e o veja ao seu lado por toda uma eternidade. Se omita aos sentimentos e então o veja partir sem sentir saudade.
Vai te ligar daqui a pouco, beijos vindouros, bandidos, não apagam um segundo, mas no restante do tempo, beijos vindouros, heróicos, isolam no passado um eterno segundo.
O maior devora o menor, ês a questão.
Vi uma bela rosa ambulante caminhar por meu campo, mas a deixei escapar. Talvez porque a mesma já pertencera a um outro campo quaisquer.
Hoje quem destina o olhar ao meu campo, ao menos pode notar meu sorriso que amarelado pela luz de um sol, reflete um sentimento de esperança, esperança de que uma nova semente cresça e pertença eternamente a este meu campo, na forma de uma bela rosa, ou uma orquídea ou ainda uma flor de lotus que seja.
De estação pra estação, ela sempre volta a nascer. Nesta ou nas próximas, sei que ela nascerá por cá novamente.
( novembro/2003 ) - Ao som de 5 de Abril / Tchaclack -
::Por Cau
- 1:51 AM Comente aqui:
Domingo, Julho 25, 2004
"Tombos" ( Cau - 21/12/03 )
O gozado é que enquanto se sobe e na verdade acaba-se sempre mais abaixo do que se está, eles escorregam, capotam, se levantam e tal, e no fim literalmente caem para cima.
Não! Isto não é um blefe desses provocados pela escassez ou degradação dos neurônios. Sinceramente é preciso ser paciente e se concentrar num único ponto positivo que se tenha em mãos, ou seja, um ponto forte, todos têm disso.
Por exemplo, minha barba por fazer finalmente agradou a mais alguém além do eu aqui e o eu do espelho.
Entender como eles sobem assim sendo que só os vemos aos tombos por aí enquanto que procuramos manter nossa conduta um exemplo aonde só não atingimos a perfeição devido ao fato de também sermos seres humanos é fácil, basta voltar ao começo deste parágrafo e colher a resposta.
Hoje ela me chamou de menino moço, legal foi eu ter entendido o que ela quis dizer. Também tirou me minhas bifocais e descobriu mais do que algo que eu esperei que ela fosse descobrir. Que agradável tombo eu tomei, e como senti o céu mais próximo, e fora somente um tombo. A resposta está sempre debaixo de nossos narizes, no meu ¿nariz de bolinha¿ (como diz meu brother mais velho).
Tudo isso devia ser lido por meu amigo Holden Caulfield e por pessoas iguais a ele. A você Holden estas palavras quero deixar: "É preciso levar tombos na vida para aprendermos a arte de voar". Logo, por que temer os erros?
Bom, o "menino moço" está aqui a revelar fotos em meio a cochilos intermitentes, muito bem disfarçados pra que o patrão não o perceba. Vou me indo. Abraços.
(PS: Eram 19:03 neste dia e o capuccino das 17:00 viera sem 25% de bônus. Caspita!).
- Ao som de Meet me in the bathroom / The Strokes -
::Por Cau
- 12:07 PM Comente aqui:
Segunda-feira, Julho 19, 2004
Bons tempos aqueles em que eu caminhava por aquele campo onde tinha sempre uma cousa bonita para observar...
"Caramujos" (Caulfield)
Antes de começar, preciso traçar bem os meus desígneos, meus próximos passos, pois para onde quer que direcione meus olhos eu me deparo com esta poeira...Muito, muito pó, por todos os lados muita poeira. Não consigo enxergar bolufas.
Mas ainda posso buscar uma saída, traçando um bom caminho. Viajar é fácil, sim, mas hoje é preciso um bom chá de ervas para voltar a fazê-lo. Sim, um exemplo claro desta indigna ação é este desequilíbrio ecológico que culminou numa invasão de caramujos pelas ruas deste bairro. Hoje defendo meu pão-de-cada-dia sobre uma sólida construção situada num local onde outr'ora fora seu lar.
Meus próximos passos deverão ser dos mais largos e dos mais rápidos para que eu não acabe como eles.
( Junho / 2004 )
- Ao som de A design for life / The Manic Street Preachers -
::Por Cau
- 2:12 AM Comente aqui:
Domingo, Julho 11, 2004
Um dia como o de hoje é ideal para ler um livro como aquele...Enquanto isso, de volta a um passado recente...
"Patamar da verdade" ( Cau / Dezembro / 2003 )
Mocinha, isso não é ser radical, apenas não me importo mesmo em não depender de ninguém e querer ajudar sempre. Sei que se quer o meu bem quando me dão estas patadas. Que suas lágrimas são mesmo lágrimas por estar diante da verdade deste ser. Que neste mundo insano nem todos conhecem este lado que em mim você encontrara.
Me comovera a maneira como tocou-me. Dissestes-me que viste em meus olhos a bondade. Aqui, assim como em você, lágrimas percorreram a face e se perderam em meio às salivas que se postavam em meus lábios.
Assim, só não deixo este mundo por ainda não ser chegada a minha hora. Mesmo que não se interessem por isso, eu assim permaneço para aqueles que se interessam, como você o fez e como gatos pingados também o fazem. Ao observar suas lágrimas descendo vindo de encontro aos meus dedos da mão direita, meu medo de se entregar se formara, assim o seu medo de cair também. Mas o surrealismo de tal pureza, a verdade e inocência se faziam cada vez mais presentes, em estado físico, material, e não mais em estado imaginário. "-Você és único, você não existe...". Em mim fora impossível não chorar. Fora impossível não sentir e não pegar algo em troca. Em mim mil horizontes e um patamar. O patamar da verdade e mil horizontes desconhecidos para peregrinar.
Acha mesmo, depois de tudo isso, que vou abominar a maravilha que existe no ser que sou? Sem palavras por termos chegado a isso tudo juntos. Obrigado.
- Ao som de Ocean Spray / Manic Street Preachers -
::Por Cau
- 7:48 PM Comente aqui:
Terça-feira, Junho 29, 2004
Um dia tento musicar esta letra...
"Aos meus netos" (Cau)
"Veja aquele velho. Note como és tão cheio de vida, sim, veja como o avô está feliz.
Costumava fazer sol em dias assim.
Costumava ser assim dentro de mim.
Agora veja aquele jovem. Note como és tão vago de vida, sim, veja como o neto está infeliz.
Costumava trovejar em dias assim.
Costumava ser assim dentro de mim.
Você com tanta vida pela frente não consegue entender o teu avô feliz.
Como podes ser assim? Como podes ser assim?
Você com seus dias de vida contados não consegue entender o teu neto infeliz.
Como podes ser assim? Como podes ser assim?
Costuma ser assim dentro de mim..."
( Junho / 2004 ) - Ao som de Summer / Buffalo Tom -
::Por Cau
- 6:49 PM Comente aqui:
Domingo, Junho 20, 2004
Há um tempo atrás uma garota comentou comigo sobre uma nova forma de relacionamento, um tal de "Amor Libertário" que segundo ela era a melhor forma de se amar...Bom, respeitei a opinião da mesma e tal, porém, não aceitei levantar essa bandeira. Foi então que deste episódio me inspirei para escrever este post que hoje volto a postar...Bom começo de semana a todos.
"Pequenos deslizes" ( Caufield )
As aventuras são inevitáveis, porém indignas se praticadas com consciência de que se pode iludir-se agindo assim.
Falaram-me em amor libertário, me confundem, a mim e ao meu coração ferido e revolto. Aonde me exponho ao contradizer meus princípios, aonde me pego traindo a mim mesmo, traindo o amor que tenho guardado para a criatura a qual verdadeiramente amo.
Mas a carne fraca tem uma parcela considerável de poder, veja só, mesmo um bom homem pode um dia, uma vez que seja, desviar-se de seu caminho moral, e render-se a uma paixão passageira.
Mesmo assim esse homem continua a pensar, a acreditar e a seguir seus princípios éticos de que, ao contrário do que a maioria das mulheres pensam e dizem - "Nenhum homem presta" -, existam homens bons, homens humanos, homens românticos, homens sérios, não perfeitos é claro, enfim, homens que prestem. Um só e só, vivo uma aventura passageira que nada promete para o amanhã, apenas alimenta alguma remota esperança em ambos os corações.
O amor libertário que me pregaram hoje eu não aceito, pois me soara como desculpa para tal um tipo de aventura. É difícil de acreditar, pois pra mim o amor é sagrada união e não há semelhança alguma com uma desculpa a ser usada por quem pensa em cometer ou comete o adultério. Quem ama, ama somente uma pessoa, ninguém mais.
Se eu erro, é porque sou humano, que isso não seja levado como desculpa esfarrapada, pois é a real, ser humano enfim.
( 13 / 11 / 03 ) - Ao som de Karma Police / Radiohead -
::Por Cau
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Domingo, Junho 13, 2004
Confesso que estou cansado das pessoas se maquiando para lidar comigo. Confesso que estou cansado de estar me sentindo assim com isso de pessoas maqueadas. Confesso que tocar e trabalhar são as atividades que mais tem me confortado. Confesso que me confessei pras mesmas, as pessoas. Em minhas melhores atividades lá estão, não há como evitar o contato, não há como evitar um atrito. Confesso que amanhã posso voltar atrás, uma vez que, neste momento em que escrevo estes traços, eu também possa estar completamente maquiado ( eu abomino a hipocrisia ). Mas, enfim, confesso que se for, este último, o meu caso, estamos tratando de um ato involuntário, reflexo natural da determinada forma em que se vivera os últimos 15 dias até então. Quanto ao têxto abaixo, posso dizer que foi tudo verdade, acontecera mesmo, não em algum lugar físico da Praia Grande, mas em algum lugar na mesma. Boa semana a todos.
"A semente" ( Cau )
"Plantada como mais uma das muitas
A semente
Cuidada com a pretensão de vê-la nascer e crescer
Assim como as demais, sim, assim como as demais, nada mais.
Cresceu se fez forte, no tamanho e no encanto.
Desejos libidinosos surgiram com o tempo
Cresceu e se fez forte, no olhar e no pranto.
Desejos, obsessão, mas doloroso sentimento.
Plantada como mais uma das muitas
A semente
Colhida com a pretensão de tê-la, e com ela viver.
Assim como as demais? Não, sim como a única, nenhuma mais".
( 04 / 11 / 03 ) - Ao som de Trying your luck / The Strokes -
::Por Cau
- 1:19 AM Comente aqui:
Domingo, Junho 06, 2004
Este frio feito pra mim...Deixa eu dormir.
"Anônimo expectador" (Cau)
Numa dessas festas nos moldes típicos do início do século, meu coração andou numa corda bamba, saltando do meu peito com movimentos quase perceptíveis aos olhos alheios daquele salão. Um momento mágico.
O vai e vem do seu corpo que dançava acompanhado de um vassalo qualquer que eu queria, e como queria, ver o quão longe fosse possível daquela pequena, eram perseguidos por meu olhar.
Era a única fêmea presente no centro reluzente destes olhos castanhos escuros. Não sei porque, mas atribui toda a magia que ali emanava àquele vestido branco. Sim, ela girava, dançava tão absoluta, que era impossível não destacar seu vestido branco reproduzido brilhantemente com suas formas sinuosas em meus olhos, os tais castanhos.
Aquele vestido branco, meus olhos castanhos...Meus olhos castanhos, aquele vestido branco...Aquele vestido branco, meus olhos castanhos...Meus olhos castanhos, aquele vestido branco.
Que este bruto parta teu coração donzela, pra que eu te pegue em meus braços, te ampare e te preencha o vazio que tal insensível vassalo deixara em teu coração. Pra que eu sejas aclamado como teu salvador, o herói de olhos castanhos.
Ah...Aquele vestido branco, malditos olhos azuis. Malditos olhos azuis daquele vassalo.
(15 / 03 / 2004)
- Ao som de My Little Empire / Manic Street Preachers -
::Por Cau
- 3:10 AM Comente aqui:
Sexta-feira, Maio 28, 2004
De volta ao lar...
"O valor de Y" (Cau)
Estou preso no tempo, escondido em frases que pregam a liberdade. Mas a verdade está estampada e bem amostra para todos aqueles que vierem a se interessar por um "alienado" (?) como este. Sim, é preciso se interessar por ele como Talauega sabiamente dissera lá na praia quando, bem próximo de molharmos nossos pés no mar, numa noite de luar e estrelas no infinito do céu, nós nos entendíamos.
O curso de letras não me anima a escrever meu nome naquela ficha de inscrição devido a inviável conseqüência de ter que abandonar aquela que me dera a este maldito mundo regido pelos de mesma espécie que nós.
Tenho X em mãos de 30 em 30 dias e o mesmo jamais há de me dar o valor de Y, este qual penso tratar-se de um sonho que não se conquista no espaço de tempo existente entre o crepúsculo e os primeiros raios do sol, mas que ao menos possibilita escalar uma escada, a escada da vida, da minha vida.
( 20 / 03 / 04 ) - Ao som de La motocyclette / Lava -
::Por Cau
- 12:50 AM Comente aqui:
Sexta-feira, Abril 30, 2004
Bom, estarei de férias em meu emprego, vou a osasco, sampa, guarulhos, se tudo der certo até a sorocaba...Ah...como eu queria ir pro sul.. pena eu não ter conhecidos por lá...gostaria muito.
Sim, abusei do álcool após o ensaio, tipo escutei os desabafos do batera provisório da banda, ouvi o cara dizer, mais um aliás, que eu devia estar em sampa devido ao som de nossa banda, enfim, secamos uma garrafa de 51 juntos e cá estou relatando, desabafando e postando tentando dizer que não sei se terei tempo pra postar por aqui durante 1 mês, mas é isso, quem sabe... Bom fim de semana a todos.
"6 Lados" (Cau)
Há muitas luas eu não desfrutava do ato de testar meu paladar, de me aventurar com ele. Bacana, só faltava ser numa cabana, só faltava ter a natureza por perto, degustar aquelas bolachas água e sal com geléia de goiaba e somado a tal ação, pensar em como queria, este porra louca que sou, ser livre para voar. Sim, voar para o sul quando nevasse por lá. Mastigava tábuas revestidas com aquela substância sabor goiaba e conversava com alguém que não se via físicamente, quando me vi com asas. Não, não vou dizer que me vi um anjo, até porque tenho sido mal com uns e outros e umas e outras. Vou dizer que me senti um pássaro. Voar? Impossível. Por que? Eu explico. Como é de costume ser em todo local onde se estabelece uma civilização como a dos homens, é comum se ter, na maioria das vezes, o tempo todo, pássaros presos em gaiolas, quais suas grades limitam-nos de praticar seu limitado, porém sadio, modo de viver. Sim, como um pássaro assim eu sou.
O que fazer - eu pensei - se destes 6 lados que tenho ao meu redor, nenhum me deixa a opção de seguir há algum deles?
Olho pra cima e vejo o céu, o paraíso, meu utópico sonho.
Ao meu lado esquerdo fica o leste. Não conheço bolufas ao leste, mas eu bem poderia me arriscar por ele e qualquer frustração não seria o fim, pois eu já estaria livre e poderia assim, seguir em direção ao sul, mas eu vejo as grades.
O lado oeste idem. Se bem que, reza a minha lenda familiar, eu tenho parentes por lá, essa cousa toda, mas também não é possível, as grades me impedem e ainda por cima tem uma gata justo ali no mesmo lado oeste pronta pra me devorar.
Se eu olhar pra trás, coisa que não gosto de fazer, não sinto ser boa opção pra se buscar viver, eu me deprimo ainda mais. Vejo uma superfície de aparência sólida, tipo concreto. Sim, uma parede quadriculada.
Olho pra baixo e vejo um jornal sujo, de notícias sensacionalistas onde a única manchete que ecoa em minha mente é a de que "Pra baixo fica o inferno. Impossível alguém querer seguir por ali". Isso também não posso. Claro, prefiro ficar aqui estático do que isso de inferno.
Pois é, se eu voar pra frente, as grades de minhas obrigações e de meu emprego não me deixam passar e sim apenas dançar conforme a música regida pelo sistema. Preciso largar essa droga.
( 27/04/04 ) - Ao som de Corduroy / Pearl Jam -
::Por Cau
- 5:52 AM Comente aqui:
Sábado, Abril 24, 2004
"Todos os lados iguais" (Cau)
É fácil olhar pros dois lados ao mesmo tempo sem deixar de caminhar em linha reta. Pelo menos é o que se pensava antes do último temporal.
Sim, aquele mesmo temporal que fez com que os joelhos do povo Praia Grandense navegassem pelas demais e badaladas avenidas da cidade.
Abriram-se os olhos dentro da escuridão de um quarto drogado e diagnosticou-se que não havia luz. Caminhou-se até a janela destravando-a pelo trinco. Bárbaro. O mar atravessara a 1º e a 2º zonas sociais e atingira agora os subúrbios e manguezais localizados na carente 3º zona. Não? Observou-se o tempo. A água não tinha sal, nem peixes. Haviam ratos e sapos saltitantes e cantantes. A água viera do céu. Um dia paulistano, ou melhor, um drama paulistano no cotidiano caiçara.
Enfim, um chinelo de dedo poupara um sapato que logo mais pôde ser calçado quando se chegou ao plano mais alto da cidade.
Olha a onda! Quase um tubo. E lá se foi um caminhão rasgando o mar, formando ondas. Maledito! E o atraso de 2 horas no trabalho fora naturalmente compreendido.
(09 / 03 / 04) - Ao som de Without you i'm nothing / Placebo -
::Por Cau
- 12:27 AM Comente aqui:
Sábado, Abril 17, 2004
Amanhã sem sentido (Cau)
Pode ser que amanhã meus dedos caiam e eu não mais possa descrever você em meus manuscritos, pior que isso, sequer tocar te.
Pode ser ainda, que eu perca a visão e nunca mais possa transmitir ao mundo sua beleza, a paradisíaca paisagem que tu és, pior que isso, sequer te olhar nos olhos como sempre faço.
Pode ser também que amanhã eu perca minha voz e não mais possa pronunciar o seu significado em minha vida, pior que isso, sequer cantar a canção que criei pra você.
É, pode ser que eu perca tudo por tudo, mas só amanhã, sim, porque hoje, hoje ainda posso te tocar com meus dedos, te encantar com meu olhar e por fim, te dizer adeus, tateando a densidade no ar, observando e registrando as paisagens surreais de matérias físicas ao longo dos cinco horizontes continentais e cortando o tempo com minha voz antes de partir deste plano, no dia final, no dia de minha morte.
Adeus!
( Março / 2004 )
- Ao som de Meet me in the bathroom / The Strokes -
::Por Cau
- 1:22 AM Comente aqui:
Domingo, Abril 11, 2004
Redundância (Cau)
Você abomina a hipocrisia, mas jura por Deus e a todo este mundo que a Castelo Branco é a sua praia.
Que aqueles malucos com seus violões são vagabundos e doidos varridos.
Ele te diz que tem mais fama do que sua banda, enquanto que você deixa claro seu ego e seu desprezo por eles através de suas palavras de conteúdo humilde.
Você abomina a hipocrisia. Jamais se esqueça disso, jamais se esqueça de sempre lembrar de nunca esquecer do que fora deixado para trás quando nos lembramos de coisas não importantes daquele tempo em que todos andavam para trás.
A redundância não me é peculiar, a vida é que é assim. A hipocrisia está na precipitada concepção de quem não conhece meus princípios.
( 03 / 03 / 2004 ) - Ao som de Secret Smile / Semisonic -
::Por Cau
- 11:50 AM Comente aqui:
Domingo, Abril 04, 2004
Desde que sonhei, a verdade se fez matéria...O sonho? Não vou contar. Até por que não é nada demais. Sobre o post abaixo, eu diria que ainda venero aquela cadeira.
"Cadeira de girar" ( Cau )
Ninguém sabe, mas aquela cadeira de girar sabe muita cousa sobre o amigo do Holden.
Lá, com ela, o inimaginável de vezes e nuncas acontecia. Não era como num parque de diversões ou uma balada barata. Era diferente, sim, talvez porque o ar condicionado absorvia toda transpiração alheia e as pessoas do lado externo sabiam sobre suas próprias vidas tudo o que não podiam saber sobre as vidas que vigoravam ali naquele desconhecido.
Quantas vezes perdeu-se o equilíbrio emo e racional, quantas joelhadas na quina da mesa soaram como um alerta vermelho.
É, ninguém sabe que ela partiu e as joelhadas já não são tão freqüentes. Que a cadeira de girar envelhecera e o ar condicionado não mais condiciona transpirações alheias. Enfim, não mais se admira tal vaidade diante do pequeno espelho redondo. A cadeira perdeu seu charme há tempos compartilhado. O ambiente és hoje um lugar sem porque.
Ninguém sabe, mas ela partiu.
( 20 / 03 / 04 )
- Ao som de If you tolerate this.../ Manic Street Preachers -
::Por Cau
- 11:40 PM Comente aqui:
Terça-feira, Março 30, 2004
Pois é, nunca meu lado humano contraditório a tudo o que sinto ser de bem, atitudes e comportamentos em geral, esteve tão à mostra diante àqueles que me rodeiam. Que o diga os que convivem comigo no estabelecimento onde defendo o meu ganha pão. Mas é bem verdade que a vida ainda é bela, bela como a face de quem me puxou as orelhas e me concedeu um abraço. Bela como a vista aérea de Praia Grande que fiz reproduzir-se em papel fotográfico naquele sábado em que minha face estava obscura devido á minha volumosa barba negra. Bela como meu olhar cansado no espelho onde por vezes eu me punha a concluir que também sou feliz quando triste, assim como foi dito numa música do Manic. A vida é bela como um afago de alguém que, eu estando do avesso, me olhou de forma certa. A ela, atribuo uma parcela de culpa por isso de a vida ainda ser bela.
"MORTO" ( Cau )
"Então você é aquela que corta os pulsos e nunca encontra as respostas? Muito prazer, eu sou aquele que te ama mais do que qualquer cousa nessa vida e não consigo o resultado tão sonhado. Quer conhecer o novo? Sentir a vida de verdade? Ou brincar de ninguém me ama a sua vida inteira?
Cortei meu cabelo e você? O que tem de novo pra contar? Outra vez o nada? Que coisa não!?
Posso te abraçar como sempre faço, mas não te forçar a ser feliz se você não o quiser.
Olhe para o céu, quem sabe uma estrela te guie ao fim tão sonhado.
Adeus".
( Dezembro / 2003 ) - Ao som de Say it ain't so / Weezer -
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- 12:55 AM Comente aqui:
Terça-feira, Março 23, 2004
6 3x4 ( Cau )
Nos dias de chuva me vejo sorrindo, duvido que tu possas me entender. O calor que se faz é quando estou com ela, duvido que o faças se faz-se chover.
No alto em que estou a faço subir bem mais. Sentir mais. Que troca ideal.
Nos dias de chuva escrevo na história a vida que vivo quando não com você. A cada por-do-sol fica fácil entender aonde quis chegar, chegar com você.
No estado em que estou é tão fácil notar o que é melhor, melhor sem você. Que troca é ideal? Que droga?
Em teus braços me sinto um sol...
Em teu abandono me sinto tão mal...
Em dias de sol, libido, um ideal...
Em dias de chuva só, porém um normal.
Viver, viver, com ou sem você. De todo jeito, assim sei viver.
( Dezembro / 2003 ) - Ao som de Sentimental / Los Hermanos -
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- 1:17 AM Comente aqui:
Domingo, Março 14, 2004
Aconteceu que fui visitar Dona Marina (Meu Jeito de Sentir) e também Dona Carol (Laranjada Mecânica) e descobri que não mais terei o ar de suas graças. O Blogger bloqueou-as alegando violação das normas de utilização do provedor. Espero que tudo se resolva logo.
"Relatório pessoal de um mendingo" ( Cau )
Quer se acreditar que em tempos modernos o antiquado não seja autêntico. Assemelham-se os ludibriados aos alienados...
Quando se nasce na beira de um rio como este, o Alto da cruzadinha, admira-se as grandes cidades por meio de fotografias, revistas ou imagens que traduzem em vossas mentes aquilo que um peão qualquer como o compadre Bento diz quando descreve sobre suas viagens aos grandes centros urbanos, enquanto que no meio de uma movimentada avenida, a Consolação, no centro de uma grande cidade, admira-se a paradisíaca imagem de um rio de águas cristalinas através de uma imaginação fértil e de sanidade sã.
Porém, o quão tolo fui eu que dos belos campos, bosques e rios de minha terra natal abri mão considerando as palavras de Bento insuficientes às minhas curiosidades e aos meus sonhos, após ter visualizado em minha mente, uma grande e próspera cidade, esta a qual hoje vivo e choro de tanta saudade. Sim, saudade dos belos campos, bosques e rios que se encontram aqui estampados numa dessas páginas de jornais velhos, estes que me saem tão bem como cobertor.
É compadre...Não satisfeito com suas palavras aqui estou eu sem ter como voltar pra contar aos conterrâneos do Alto da cruzadinha essa triste história.
Quer saber? Já está tarde vou dormir. Boa noite a mim mesmo. Boa noite mim mesmo.
( Fevereiro / 2004 ) - Ao som de Summer / Buffalo Tom -
::Por Cau
- 1:06 PM Comente aqui:
Quinta-feira, Março 11, 2004
Há um mês aproximadamente, prometi a ela que iria trazer um têxto que eu escrevi após ter viajado pra uma época medieval e tal, mas acabei me esquecendo. Bom, por coincidência plena, no duro, eu me lembrei de trazê-lo a ela justo em seu último dia no emprego. Jurei que não era nenhuma indireta pra tirar onda de sua face. Jurei que só quis cumprir minha promessa. Agora é se concentrar pois hoje tenho um dia inteiro pra matar as horas sem perder um instante do tempo. Salve o Robin, salve o Wallace, salvem o Reino Unido.
"O Reinado acabou" ( Cau )
Sim eu sei, sei que puxei o tapete do Rei, que caiu de pé e morreu deitado.
Esta noite avistei um reino inteiro em festa, mas eu não fui convidado pois não escolho lados. O Rei fazia o tipo homem bom que cuspia pra cima enquanto que eu, estava sempre ali na sua boca. Ele me amava, pois resolveu até me enforcar.
Pessoas livres são pessoas felizes. O Rei nunca irá me esquecer.
O show acabou, como um fantasma eu nunca fui visto. Falavam mal, mas falavam de mim.
( Agosto / 2002 )
- Ao som de Made of Stone / The Stone Roses -
::Por Cau
- 1:18 AM Comente aqui:
Domingo, Março 07, 2004
O fato é que eu deixei um apelo lá pro pessoal do Lado B (MTV) para que eles rolassem o novo clipe do Manic Street Preachers, e parece que fui convincente. Pena a droga da minha tv estar queimada. Cáspita! Por enquanto vou deixar outro têxto do tipo auto ajuda e vou drumi.Quem sabe eu não sonho com a droga de uma tv nova, na qual eu assisto ao clipe do Manic no Lado B da MTV. Bom fim de semana a todos.
"Seu Sol não brilha mais?" ( Cau )
O sol brilha pra todos, por que só o seu está apagado? O que te prendes? O que te sufocas?
Você não enxerga o que acontece por isso pensas que não sabe a resposta.
Talvez você consiga responder a tais perguntas aqui feitas, deste seu ponto de vista, diga se aqui, negativo.Sim talvez, mas é aí que está a razão de seu sol não estar a brilhar como o dos outros. Você consegue se convencer de que realmente nada dá certo para você, conhecer a si próprio (a) é fácil, mas e quanto a conhecer a mim e aos outros? Perceba o porque todos procuramos te mostrar que você é uma pessoa normal, que você pode ser feliz. A essas pessoas (seus amigos), involuntariamente ou não, você acaba por ignora-las, enquanto que às pessoas que não se importam com você, a essas sim, você dá ouvidos e acaba por seguir o que elas dizem de maneira involuntária ou não.Como? Você desaprova a maneira como elas te tratam, como elas te fazem o mal, sim, mas ao se entregar, ficar triste com isso e até se deprimir, ocorre então a chance, o momento em que você dá ouvidos a elas, a quem te faz o mal, e você segue o que escutou delas. Assim, se o seu sol não brilha, é você quem está de olhos fechados para ele.
A resposta está e sempre estará dentro de você, o resto é conseqüência do seu plantio, que lhe renderá, dentro das leis da mãe natureza, a colheita referente ao mesmo. Plante bem para colher bem, pois colhendo bem, colherá sempre, e quando menos esperar, terá notado o quão bela é a vida, e como o seu sol brilha alegremente.
Costumo dizer-me a mim mesmo, que é muita covardia nós mesmos machucarmos nosso coração, uma vez que o mundo, tão gigante como só ele diante de nós, nunca vai saber quais os pontos fracos do nosso coração, isso só nós sabemos, você conhece aos os seus pontos fracos e eu aos meus, mas por vezes nós somos carrascos de nós mesmos...Por isso digo que é covardia.
Conheça teu coração, dê-lhe paz e amor, busque por isso, ele sofre com os obstáculos que a vida o impõe, mas sofre muito mais, até agoniza, quando justo você o trai.
A resposta está dentro de você.
( Outubro / 2003 ) - Ao som de Tell the king / Libertines -
::Por Cau
- 1:38 AM Comente aqui:
Sábado, Março 06, 2004
O carnalixo se foi e analisando bem, até que eu não tenho do que reclamar. Após uma semana meio estressante nessa cousa de fotos e manutenção de suas processadoras, é hora de relaxar e tratar de pensar na agenda pra pegar férias. Gosto de trabalhar, mas confesso abestalhado que eu estou literalmente estafado com tudo isso. Sem mais ladainhas, deixo cá um têxto que me veio a mente do nada quando o escrevi e assim da mesma forma, postá-lo aqui resolvi. Antes uma Bohemia long neck pra brindar ao The Strokes (Take it or Leave it) no último ensaio. Ah! Claro. Tirar um cochilo num banco de uma praça em Jundiaí é bom bagarai. Bjs e abraços a todos que me ajudam com seus comentários e/ou também encontram-na ao ler estes manuscritos cá postados. Bye.
"Tão brilhante ao olhar" ( Caufield )
Quando abro meus olhos e não consigo te ver, me perdoe, pois isso acontece porque você é uma criatura tão linda mas tão linda, que por ser assim tão linda, brilha tanto quanto os raios do sol. Enquanto que eu, mendigo de tudo, apenas um indigno de merecer apreciá-la.
( Dezembro / 2003 )
- Ao som de If you tolerate this... / Manic Street Preachers -
::Por Cau
- 2:22 AM Comente aqui:
Sábado, Fevereiro 28, 2004
Sei que ninguém é perfeito, mas aquele que um dia foi pupilo deveria ser mais disciplinado com sua saúde e pelo menos respeitar as opções de conduta pessoal daqueles que o ensinaram os seus primeiros passos. O que nos entristece e também nos decepciona é ver que estes seus novos passos o levam ao vácuo da desilusão e solidão.
Nesse têxto escrito há alguns dias, eu relato literalmente a forma como um maluco cá da praia que conheci tem praticado o plantio que mais tarde colherá. Como tem gente que consegue buscar por ter ainda mais defeitos...Fala sério. É, cousas do coração não!? Bom e assim, bom fim de semana a todos, inté breve, bye.
"O TEMPO É SENHOR DA VERDADE" ( Caufield )
É de se impressionar a forma como algumas pessoas precisam apelar arriscando a própria saúde só pra atingir um "status" quaisquer e ser aceito assim, por uma determinada tribo.
Aquele adolescente que mal descobrira que o sexo é bom, esperando que eu e os demais "dinossauros" viéssemos a nos impressionar, me oferece aquela droga embalada numa caixa de papel nas cores branca e preta, alegando obter-se com seu uso, o aclamado "elo", mostrando seus punhos com marcas de queimaduras concebidas por um ferro aquecido que ele próprio fizera esquentar e posteriormente queimar-se a si mesmo.
Ele é uma das pessoas que perdidas em seu tempo e geração (lamentável), encontram na facilidade de se drogar não só uma viagem pra longe da solidão de sua realidade, mas também a falsa impressão de ser considerado e amado, de ter amigos de verdade e uma garota que o ame. Falsa impressão, profunda ilusão, "... não vá de cabeça não, sapos não cantam solidão..." e ainda "... Talvez não volte a ver o céu... nunca mais...". Você me entristeceu aquela noite irmão, e ainda me entristece.
És hoje um daqueles que se diz fazer parte dos "sempre lembrados". Daqueles que ao contrário dos "dinossauros", pensam em voz alta e fazem toda questão de que escutemos estes seus pensamentos quando nos chamam de "caretas, velhos demais" e cousas deste quilate. Que diante o sábio silêncio de nossas mentes, assim dizem: "Estão vendo? Quem cala consente. No fundo no fundo o que eles tem é ciúmes de nós. Estão vendo?".
O silêncio é sábio e o tempo o senhor da verdade. Boa sorte galera, boa sorte velhinho.
( 16 / 01 / 03 )
- Ao som de A long December / Counting Crows -
::Por Cau
- 1:47 AM Comente aqui:
Sábado, Fevereiro 21, 2004
Bom, passei duas semanas vivendo só com o meu lado físico, minha realidade real digamos assim, enquanto minha "nabucodonossor" esteve num hospital hostilizado por uma pessoa desconfiada como só eu, devido a genética familiar que herdo e tal. Acontece que dediquei-me a essa cousa de bandas, música a qual, assim como a lua cheia, eu também faço adorar. Estou de boa pois subirei, se Deus quiser, num palco pra mandar uns acordes, isso pela primeira vez desde o ano passado. Pearl Jam couvert e som próprio, é o que vamos mandar. Isso no dia 06 / 03. Correira geral ali, azaração total por lá, cousa normal e tal, é disso que gosto. Sem mais, deixo por aqui este post que retrata um dos dias que marcaram um fim de ano que vai me acompanhar por um certo bom tempo. Beijos e abraços bye.
"DEVANEIO REGADO À VÓDKA" ( Cau )
Eu só preciso de glicose, açúcar, pode até ser coca-cola, mas é tudo de que preciso.
Se abri mão de um beijo para passar por tudo isso, eu me equilibro em matéria, no solo firme só pra ver quem aparece no espelho. E dá pra lembrar dos encantos dela por lá e desta, até agora por cá.
Canto, capela mesmo, lembranças vagas do teu calor.
Se chego às 4:30, entro na net, me desloco até ao banheiro, expulso de meu fígado tudo o que não presta. Ali me deito, o chão gelado, tudo de ponta cabeça, só não a lâmpada 60 Watts 127 volts. Vejo um bermudão que logo me cai mui bien como um travesseiro. Quando às 7:00 da manhã mamy me bate a porta, eu resmungo qualquer frase que a despiste do meu real estado, e assim me dirijo em zigue zagues para continuar meu sono no sofá de três lugares.
Já ao meio dia deste terceiro domingo deste mês de novembro, acordo e me lembro que meu portal on-line estás ainda ligado e com isso, exposta minha vida virtual. Assim o desligo, volto ao banheiro e novamente expulso o que ainda me aflige estomacalmente falando.
É, eu me apego sempre a alguém que não me ame, talvez para não sofrer tanto por quem realmente amo. E é onde se descobre um novo amor. Um novo amor? Será?
O fato é que só preciso mesmo é de glicose para voltar a mim, sofrer calado, tentando amar quem me ame e pensando na pessoa que amo que, porém não me amas. Mais ou menos isso aí.
( 16 / 11 / 03 ) - Ao som de Barely legal / The Strokes -
::Por Cau
- 11:03 AM Comente aqui:
Sexta-feira, Fevereiro 06, 2004
Bom, esse têxto retrata um pouco do que há algumas semanas estive sentindo. Mas os créditos por tê-lo escrito não são meus, ele fora escrito por uma amiga caiçara gente boa que como se pode ver estava inspirada quando escrevera tais palavras. Resolvi então postá-lo aqui. A todos desejo um ótimo fim de semana bjs e abraços até.
N^Å^¥ diz:
"Sinto falta do seu olhar que perante os meus olhos parecem perdidos e distantes.
Mas isso não me entristece, pelo contrario, me deixa feliz, pois percebo que estão perdidos dentro de mim, e distante de qualquer tristeza que possa nos rodear!
De tanta saudade... Suicidei-me...
Afundei-me num abismo frio, doloroso e sensível, aonde só as minhas lagrimas me davam razão para suportar essa dor...
A sua voz ecoava na minha cabeça, me fazia lembrar das suas doces palavras, e do dia que a Lua nos abençoou...
Ainda sinto o gosto do seu beijo... Em meus sonhos, sinto que seus lábios me beijam... E a cada dia, a saudade parece maior, e impossível de matar...
Em meio as minhas lágrimas, lembro de você...E te sinto perto, mas ao mesmo instante longe...
Eu não te amo, e não me sinto apaixonada...
Mas o que eu sinto é muito bom, e não quero que isso termine...
Sinto vontade de correr, e de gritar o seu nome no vento, pra que talvez você possa escutar e sentir um pouco do que eu sinto...
Sinto medo, de não poder te ter, e de sofrer... Mas, mais ainda... Sinto saudades!"
( Dezembro / 2003 )
- Ao som de I can only disapoint / Mansun -
::Por Cau
- 11:31 AM Comente aqui:
Terça-feira, Fevereiro 03, 2004
Humilde Perdedor ( Cau )
És um tanto quanto confuso definir um sentimento o qual se sente após ter chutado uma pedra que cruzou seu caminho, estourando assim o dedão do seu pé esquerdo e no fim das contas, ter que ser racional e justo em concordar que ela, a pedra, és inocente de tudo.
E então você cai em si ao enxergar e entender que quem escolhe seus caminhos é você mesmo e que em determinadas situações, você pode desviar seu curso por uma tangente e evitar que as pedras em seu caminho te façam perder a cabeça.
Você anda, você tropeça com seus sentimentos à mão. Equilibra-se para não deixá-los cair. Mas as formas não tomam formas e se mantém escondidas nas entrelinhas metafóricas de uma vida a qual eu caminho. E nem sempre sou eu esperto para traduzi-las amigos, amiga.
A todas as pedras que chutei até aqui, e que ainda não me deixaram, peço que tenham um pouco mais de paciência, que não sejam tão duras comigo como foram ao dedão do meu pé esquerdo que hoje ainda se recupera de tudo.
( 13 / 01 / 04 )
- Ao som de Rompendo em fé / Comunidade da zona sul -
::Por Cau
- 11:46 PM Comente aqui:
Quinta-feira, Janeiro 29, 2004
Às vezes o que precisamos é sentir por parte das pessoas sua real preocupação com a verdade que somos e não apenas receber delas um tapinha nas costas. Tem um "Q" de mim aí nesse post? Sim tem. Mas pode ter também alguns de vocês sebe?! Vai saber pôxa pôxa. (rs)
Lágrimas e Preces na Vila Caiçara ( Cau )
Mas as suas palavras são tão sábias que não dá pra imaginar você assim tão triste. Hoje sei aonde afogar as minhas mágoas. Por tudo isso é que eu digo que você não exista.
Desde que tomou aquele drinque jamais eu vi lágrimas em seu olhar, como aquelas que derramastes quase sempre por mim.
Só queria sentir de novo o teu abraço. Só queria outra vez chorar contigo. Teu silêncio diz que há algo de errado. Chore por mim, chore pra mim, me deixe se afogar em suas lágrimas outra vez. Por favor.
O que há com você? Fale! Diga-me que raios está a acontecer!Lembra quando caminhávamos de mãos dadas pela avenida Nossa Senhora de Fátima e você me obrigava a rezar "AVE MARIA CHEIA DE GRAÇA..." enquanto não dobrássemos a esquina com a rua São Domingos? Lembra? Você não imagina como eu gostava daquilo cara. Daria tudo pra caminhar de mãos dadas com você rezando e tudo mais.
Seria preciso mais do que um drinque pra eu desistir de tudo. Mas tuas lágrimas lavaram me a alma. Por que? Por que calou te o próprio coração meu amigo? Por que? Diga me por favor! Olhe pra mim, estou triste a chorar. Tudo porque não te reconheço mais. Tudo porque te quero como antes. Deus...O que aconteceu com você?
......................................................................................- Psiu? Calma, tudo bem, tudo bem... Já passou ta legal?...Olha, obrigado, obrigado mesmo de verdade. Nem eu sabia o que eu estava precisando pra reagir. E veja só, era isso, era disso que eu precisava, que alguém derramasse lágrimas por mim não pelo estado em que estou, mas sim pela pessoa que eu sou. Obrigado por me ajudar a enxergar algo de bom em mim. Agora venha, me dê sua mão, vou te levar pra rezar um pouco de "AVE MARIA". Chega de chorar. Vamos.
( 25 / 01 / 04 )
- Ao som de If i could talk i'd tell you / Lemonheads -
::Por Cau
- 12:26 AM Comente aqui:
Sexta-feira, Janeiro 23, 2004
Bem, o fato é que dos têxtos novos que tenho prontos, não digitei nenhum deles está semana, por isso resolvi vasculhar meus arquivos empoeirados. Dentre eles resolvi postar essa letra a qual eu nunca tentei criar qualquer melodia, arranjo e tal. É isso, um bom final de semana pra todos. Bjs e abraços.
Filho do Sol ( Cau )
Quem é você que partiu de onde nasce o sol?
Jamais ouvi falar sobre você. O que você tem a dizer?
Marcas no corpo você tem. O céu costuma ter também
Sinais de vida eu posso ver, mas não como eu vejo em você
Veja bem o que podes ver, toque em tudo o que puder tocar
Faça bem a quem lhe faz o bem, perdoe a quem sabe perdoar
Por fim, veja o pôr-do-sol por mim...
O vinho eu derramo por você. O elo és disperso ao me dizer
Sou ninguém mais sou ninguém menos
Um filho do sol, não há o que temer.
( 10 / 11 / 02 ) - Ao som de Soma / Strokes -
::Por Cau
- 2:02 PM Comente aqui:
Segunda-feira, Janeiro 19, 2004
"Você" ( Cau )
"Ao mesmo tempo em que me é leal, me trai.
Ao mesmo tempo em que me liberta, me aprisiona.
À medida que me dá prazer, me faz sofrer.
À medida que me levanta, me joga ao chão.
Da mesma forma como me faz amar, faz-me odiar.
Da mesma forma como me ilumina, me deixa na escuridão.
Assim como me faz te encontrar, me faz te perder.
Assim como me faz valente, me faz covarde.
Mesmo quando me faz sorrir, me faz chorar.
Mesmo quando me faz sonhar, me faz ter pesadelos.
Consegue me dar e também me tomar
Consegue fazer-me ver e também não ver
Faz-me sentir-se único, dividido em dois.
Faz-me sentir calor, ou sentir frio.
Dá-me amigos, me dá solidão.
Dá-me alguém, me deixa sem ninguém.
Leva-me a respirar, e também a me sufocar.
Leva-me a viver e também a morrer.
Aonde quer que eu vá sempre está comigo.
Aonde quer que vá eu sempre o acompanho.
E assim por diante, etc e etc...
Meu melhor amigo, meu pior inimigo.
Meu coração".
( 12 / 10 / 03 ) - Ao som do silêncio -
::Por Cau
- 3:33 PM Comente aqui:
Domingo, Janeiro 18, 2004
"Os opostos se repelem" ( Caufield )
Outro dia cortando caminhos e contando histórias, trombei com um velho amigo dos tempos do ginásio o Dê Boss. Ele era um desses amigos que eu ainda tenho anotado em minha lista daqueles que eu considero como autênticos dinossauros. O cara é uma lenda.
- Pô Carlos Eduardo, e aí como tu vai maluco? E aí, lembra na escola aquelas zoeiras?
Putz veio, to indo bem, tipo plantando e colhendo. Pode crer, se bem que não me lembro de todas era foda.
-Pior. Você o todo certinho da sala e da escola, mó nerd só tirava nota azul.
Pois é meu! E aqueles discos do Carlos Gardel do teu pai que eu arranhara na vitrola da escola sem querer? Lembra? Aquele dia eu vi sangue nos teus olhos.
-Eu lembro sim, meu, só não te trinquei por causa do teu óculos fundo de garrafa. Meu pai me comeu o &@*0. Mas e aí? O que pegou lá com a Angélica?
Fundo de garrafa o caráio. Olha que tá na moda hoje em dia tá ligado? Ah, a Angélica nem pegou nada meu, a prima dela, a Cris, é que vingou.
-Quando isso?! Duvido! Tu era ou é ainda muito paradão pra ela doido.
Nada haver isso que tu disse. O que seria do arroz sem o feijão e vice e versa? Me diz?
-Ih cara, tu tá louco, o que isso tem haver?
Esquece, to vendo que você ainda é o mesmo troglodita sem cérebro que me fez passar aquela tarde toda escondido na sala dos professores pra não tomar um soco na boca do estômago. Mas não posso reclamar.
-Tá me tirando Carlos Eduardo...Mas e a Cris? Quando tu catou ela? Impossível eu não saber disso! Caras que nem você não se bate com mina do tipo dela, só pegam mina direita pra namorar e ainda por cima crente... KKKKKK!
Pode rir seu Dê Boss. Hoje eu vejo como fui idiota por ter ficado com ela lá na sala dos professores. Você tá certo. É uma moça prendada que eu quero pra mim, ao contrário de tu que sempre fora metido a garanhão insensível se pá até hoje.
-Pombas! Mas que papo é esse de sala dos professores meu? Eu estudava lá ainda?
Lógico, tu até tava me procurando querendo me dar porrada. Fora nesse dia. Tipo eu fui me esconder de ti por lá e numa hora lá ela apareceu do nada e à toa, e quis saber o que eu fazia ali na moita. Ela era bem oferecida, tu sabe, e eu o "ingênuo inocente". Papo sério, hoje eu condeno a atitude dela e a minha também
-Caracas...Bicho cagado tu maluco...
Na boa veio, me arrependo e sei lá se ela também não viu?! Mas pior que da última vez que ouvi falar dela, ela tava grávida e o idiota do cara que fez o filho não tava querendo assumir não. Vai saber meu, tu ficou sabendo?
-KKKKKKK! Fiquei sim, fiquei sim. Mas parece que o idiota assumiu sim Eduardo...KKKKKK.
Sei lá que fim deu. Mas qual a graça, por que esse escândalo todo? Tá lesado droga?
-KKKKKK!...Porra Carlos, eu sou o pai do moleque meu, assumi só o moleque, o Darlan, macho e corintiano que nem o pai maluco, mas só ele, ela é muito vaca, até hoje. Ah! Valeu mesmo pelo "O idiota não queria assumir..." KKKKK. Se você dissesse isso naqueles tempos tá ligado que eu ia te cobrir de porrada, ta ligado né? KKKK!
Meio difícil cara, hoje em dia ia ser pau a pau. Era por isso que a gente do nada se via naquelas de ficar sem se falar. Mas na boa, péra aí, tu és o pai mesmo? Putz! Bem previsível e eu nem saquei...Foi mal pelo "Idiota". Que triste, tenho pena de vocês por se merecerem, já o pequeno é quem deu azar...Olha o pai e a mãe que ele encontrou...
-Vai se f0%#@ Eduardo! Sou pai de responsa...Vou nessa, deixa eu ir. To indo pegá ele no colégio. Te cuida padre Carlos Eduardo. KKKKK!
Falou Dê Boss, manda um beijo pra Cris quando tu ver ela. Adeus!
-Vou mandar beijo porra nenhuma, difícil eu ver ela e nem quero. Falou!
Pois é, cá comigo, trata-se ainda de um troglodita sem cérebro. Espero mesmo que estejas sendo um bom pai, enquanto isso é mais fácil pra mim lidar com essa fama de padre do que ser taxado como tal, um troglodita. Não me sentiria bem se eu fosse como ele. To te esperando moça. Aonde quer que você estejas, estou te esperando sempre com minha índole...Ops!!! O busão... Vou ter que pegá-lo pra não me atrasar. Ser peregrino não é fácil, o Dê Boss me tomou alguns minutos importantes, mas até que foi bom relembrar cousas fúteis, foi sim.
Bom dia motor? Pisa fundo aí hein?! Tem o dom?
-Simbora rapaz!
-Ao som de Black dog on my shoulder / Manic Street Preachers-
::Por Cau
- 5:08 AM Comente aqui:
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Cau.
Nome: Carlos.
Desde: 1979.
Signo: Leão.
Lugar: Praia Grande - SP.
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